O Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) acaba de lançar o Radar Tarifaço Bahia, uma ferramenta exclusiva que visa monitorar em tempo real os efeitos das tarifas norte-americanas sobre as exportações do Brasil e da Bahia.
De acordo com os especialistas da Fieb, as tarifas norte-americanas representam um dos maiores choques externos ao comércio exterior brasileiro dos últimos anos. Com US$42,3 bilhões em exportações brasileiras para os EUA, mapeadas por faixa tarifária e mais de US$880 milhões da Bahia diretamente expostos, a entidade e destaca a importância de monitorar o cenário.
A ferramenta é destinada às empresas exportadoras, visando a calibragem de estratégias de mercado e diversificação de destinos; às entidades representativas, que podem contar com essa solução para monitorar setores sob maior pressão tarifária; aos gestores públicos com o intuito de subsidiarem decisões de política industrial e negociações comerciais; além de pesquisadores e jornalistas para acesso a dados organizados e atualizados.
Os dados estão disponíveis no site https://observatorio.fieb.org.br/.
CONTEXTO
De acordo com Vladson Menezes, superintendente da Fieb, desde o início de 2025, as medidas tarifárias impostas pelo governo norte-americano têm reconfigurado o cenário do comércio exterior brasileiro. A proposta do Observatório da Indústria Fieb foi no sentido de ajudar empresas, pesquisadores e gestores públicos a compreender e acompanhar esses impactos.
“Em contextos como estes, o acesso a dados qualificados revela-se de significativa importância para que o planejamento e decisões estratégicas sejam adotadas. Foi isso que nós buscamos ao disponibilizar esta ferramenta que é pública, gratuita e será de grande importância para a Bahia”, acrescenta Menezes.
O Observatório da Indústria Fieb disponibiliza um painel interativo completo e atualizado mensalmente, trazendo a Cronologia do tarifaço, foco no impacto para o Brasil e a Bahia, identificação dos principais destinos das exportações brasileiras e baianas, quais são os produtos mais impactados e quadros comparativos.
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