A Roca deu um passo relevante na agenda climática no Brasil ao fechar um contrato de compra de energia renovável (PPA) de longo prazo com a Casa dos Ventos. Com duração de 10 anos, o acordo garante o abastecimento de 100% do consumo elétrico das operações da companhia no país a partir de fontes limpas — um movimento que combina descarbonização com previsibilidade de custos.
Na prática, a iniciativa deve evitar a emissão de mais de 43 mil toneladas de CO₂ ao longo do período, considerando o fator médio do sistema elétrico brasileiro. O contrato reforça o posicionamento da empresa em um cenário em que energia renovável deixa de ser diferencial e passa a ser requisito competitivo para a indústria.
“Este acordo representa um avanço significativo na jornada de descarbonização da Roca no Brasil, reforça nosso compromisso de tornar nossas operações cada vez mais sustentáveis e contribui para uma indústria mais eficiente e preparada para o futuro. Ao garantir o fornecimento de energia renovável para 100% do nosso consumo elétrico no país, avançamos de forma concreta em nossa estratégia climática global e em nosso propósito de gerar um impacto positivo nas pessoas, no planeta e na prosperidade”, afirma Sérgio Melfi, Managing Director da Roca no Brasil.
Do lado da fornecedora, o contrato também evidencia o papel dos PPAs como instrumento-chave na transição energética. “Parcerias como essa reforçam o papel da energia renovável como vetor de competitividade para a indústria brasileira. Ao estruturar soluções de longo prazo, conseguimos combinar previsibilidade de custos com descarbonização, apoiando empresas em suas estratégias de sustentabilidade e crescimento”, destaca Rene Abrantes, Diretor Comercial da Casa dos Ventos.
O acordo está alinhado às metas globais da companhia, validadas pela Science Based Targets Initiative, que prevê a redução de 42% das emissões de escopos 1 e 2 até 2030, tomando 2021 como base. Os certificados de energia renovável (I-RECs) associados serão aposentados e reportados anualmente, vinculados a usinas eólicas ou solares com menos de 15 anos de operação.
Schneider Electric
A estruturação da operação contou com assessoria da Schneider Electric, por meio de sua divisão de consultoria. Segundo a empresa, o suporte envolveu análise de alternativas, avaliação de riscos e acompanhamento técnico durante a negociação.
“A transição energética no Brasil avança quando unimos ambição climática a modelos contratuais sólidos e de longo prazo”, afirma Mathieu Piccin, Diretor Latam da área de sustentabilidade da companhia. “No país, PPAs e projetos de autoprodução já se consolidaram como estratégias maduras para que as empresas avancem de forma estruturada em seus compromissos climáticos.”
A Roca
A partir de uma presença industrial consolidada no Brasil, um de seus mercados estratégicos, a Roca produz louças e metais sanitários, além de outros produtos para banheiro destinados tanto ao mercado local quanto à exportação para outros países, especialmente da América Latina.
No Brasil, a companhia opera oito fábricas, localizadas nos estados do Ceará (Caucaia), Pernambuco (Vitória de Santo Antão e Recife), Espírito Santo (Serra), Minas Gerais (Santa Luzia) e São Paulo (Jundiaí). A unidade em Vitória de Santo Antão e uma das plantas em Jundiaí já atingiram emissões líquidas zero no processo produtivo.
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