Em um cenário em que a competitividade da indústria depende cada vez mais de eficiência, tecnologia e capacidade de resposta rápida às demandas do mercado, empresas que investem em modernização ganham vantagem significativa. Foi com essa premissa que o Grupo Vellore, que produz e importa material elétrico e ferramentas para obras, destinou, ao longo de 2025, R$2 milhões à aquisição de maquinário moderno, linhas automatizadas, digitalização total da fábrica e implantação de processos alinhados à Indústria 4.0.
Como resultado, a empresa já verificou um crescimento de mais de 50% na capacidade produtiva. Para Diego Prestes, diretor Industrial do Grupo, muito além da aquisição de equipamentos, a transformação digital elevou a maturidade operacional da fábrica. “Hoje monitoramos desperdícios, retrabalhos e falhas com muito mais agilidade. Isso elimina etapas manuais, reduz custos e nos permite tomar decisões com base em dados”, acredita.
Os investimentos acompanham uma tendência nacional. Em 2024, cerca de 70% das indústrias de transformação investiram em máquinas novas ou modernização de fábricas, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dados do IBGE também indicam que quase 9 em cada 10 empresas industriais passaram a adotar tecnologias digitais avançadas, enquanto o uso de inteligência artificial cresceu de 16,9%, em 2022, para 41,9% em 2024.
Mais produção, menos desperdício
Nos últimos meses, o Grupo Vellore avançou em um pacote robusto de modernizações industriais. Foram adquiridas duas novas máquinas sopradoras e uma linha completa de plafons (injeção, acabamento e montagem) para internalizar a produção e ampliar a capacidade instalada. A linha de embalagem das vassouras plásticas também foi automatizada com a adoção de um túnel termoencolhível, garantindo maior padronização e menor variação de qualidade.
A digitalização total da fábrica adicionou ainda mais eficiência ao processo: o sistema permite monitorar em tempo real a produtividade, disponibilidade e refugos, reduzindo desperdícios e elevando o controle produtivo. Com a operação digitalizada, mais de 10 mil impressões por ano deixaram de ser realizadas, consolidando uma operação mais enxuta, sustentável e orientada por dados.
“Com todas essas melhorias, conseguimos produzir mais, com mais precisão e com menos desperdício com um impacto direto na competitividade do Grupo Vellore”, reforça Prestes.
A padronização trazida pela automação eliminou variações no processo de embalagem e garantiu mais uniformidade aos produtos, concorda Alexandre Soares, gerente industrial do Grupo. “Com a digitalização, conseguimos acompanhar os motivos de refugo, quantidade produzida e indicadores de desempenho, o que fortalece a busca pela excelência operacional”, explica.
Resultados que impactam toda a cadeia produtiva
Com mais capacidade produtiva e menos rupturas, conta Soares, foi possível ampliar a disponibilidade dos itens do portfólio Foxlux e Famastil, marcas do Grupo Vellore. “Hoje conseguimos responder mais rápido às demandas do varejo e manter níveis de estoque mais estáveis”, diz.
Para Prestes, o ciclo atual é parte de uma estratégia contínua, voltada à evolução da indústria do futuro. “A modernização não é um ponto de chegada. Quanto mais tecnologia incorporamos, mais competitivos nos tornamos — e mais valor entregamos para clientes, parceiros e consumidores”, finaliza.
Leia também: O turismo além da paisagem: Indústria News lança coluna ‘O Lado B dos Destinos’

















