A Petrobras fechou 2025 não apenas acima das metas, mas acima da própria régua histórica. A produção de óleo atingiu 2,40 milhões de barris por dia, superando o teto do guidance do Plano de Negócios 2025–2029 e crescendo 11% em relação a 2024. Em um setor acostumado a promessas cautelosas, a estatal entregou mais do que projetou – e fez isso com folga.
O desempenho foi ainda mais expressivo quando se observa a produção total de óleo e gás natural, que alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também 11% acima do ano anterior e além do limite superior da meta. Já a produção comercial chegou a 2,62 milhões de boed, reforçando que o avanço não ficou restrito ao campo operacional, mas chegou efetivamente ao mercado.
Mais do que números, 2025 entrou para a história da companhia. A Petrobras quebrou recordes anuais de produção de óleo, produção comercial e produção total, algo raro em uma trajetória de mais de sete décadas. O pré-sal foi, mais uma vez, o motor desse desempenho: respondeu por 82% da produção total, com recordes tanto na produção própria (2,45 milhões de boed) quanto na produção operada (3,70 milhões de boed).
A Bacia de Santos consolidou seu protagonismo com a entrada em operação de duas novas plataformas – os FPSOs Almirante Tamandaré, em Búzios, e Alexandre de Gusmão, em Mero. Destaque absoluto para o Almirante Tamandaré, que atingiu produção média de 240 mil barris por dia no fim do ano, tornando-se a plataforma mais produtiva do Brasil. O Campo de Búzios, por sua vez, alcançou a marca simbólica de 1 milhão de barris por dia com apenas seis plataformas, um indicador claro da elevada produtividade dos poços.
O recado é direto: a Petrobras voltou a crescer com base em escala, eficiência e ativos de alta performance. Em um cenário global marcado por pressão por transição energética e disciplina de capital, a estatal mostra que o pré-sal segue sendo um trunfo estratégico. E e altamente rentável.
Principais destaques de 2025
- Produção de óleo: 2,40 milhões de bpd, 11% acima de 2024 e acima do teto do guidance.
- Produção total de óleo e gás: 2,99 milhões de boed, também 11% de crescimento anual.
- Pré-sal dominante: 82% da produção total, com recordes históricos próprios e operados.
- Eficiência operacional: Búzios atinge 1 milhão de bpd com apenas 6 plataformas; FPSO Almirante Tamandaré vira o mais produtivo do país.
















