A Petrobras confirmou a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares do poço Morpho, na Margem Equatorial Brasileira. O incidente, registrado no domingo (4), foi contido e isolado, segundo a companhia, sem impacto ambiental. O fluido utilizado é biodegradável e atende aos limites de toxicidade permitidos. Ainda assim, a ocorrência reacende o debate em torno da exploração na Margem Equatorial – uma fronteira onde eventos técnicos ganham repercussão política imediata. A estatal afirma que não houve falha na sonda nem no poço, ambos em condição segura. O episódio, porém, expõe o nível de escrutínio regulatório, ambiental e público que acompanha cada etapa da operação. O poço Morpho está a 175 km da costa do Amapá e a 500 km da foz do Amazonas. Distância suficiente para conter riscos operacionais. Não, necessariamente, para reduzir a pressão sobre a Petrobras.
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