O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,4 bilhões em crédito para a produção de biocombustíveis em 2025, um volume histórico que supera o recorde anterior de R$ 4,8 bilhões, registrado em 2010.
O movimento marca a retomada consistente do apoio do banco ao setor a partir de 2023, com financiamentos voltados a projetos diversificados, como etanol de milho e trigo e biometano. Nos últimos três anos, os desembolsos somaram R$13,3 bilhões, um salto de 204% em relação ao período entre 2019 e 2022.
Mais do que números, o avanço reforça uma estratégia de país. Investir em biocombustíveis significa reduzir emissões de gases de efeito estufa, ampliar a segurança energética, diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e à indústria nacional. Para o planeta, é um passo concreto na mitigação das mudanças climáticas. Para o Brasil, é vantagem competitiva.
“O governo do presidente Lula retomou o apoio à produção de biocombustíveis porque essa agenda é estratégica no enfrentamento das mudanças climáticas. Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui para a redução das emissões e consolida o Brasil como protagonista da transição energética justa e sustentável”, afirma o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
Com matriz energética já mais limpa que a média global, o Brasil tem nos biocombustíveis uma oportunidade clara: crescer, industrializar e descarbonizar ao mesmo tempo – algo que poucos países conseguem fazer.
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