A indústria baiana conseguiu virar a página em outubro. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a produção subiu 1,2% e emplacou o terceiro mês seguido de alta, num desempenho bem mais firme que o do Brasil, que recuou 0,5% no período. O avanço confirma um ritmo de crescimento moderado, mas consistente, e coloca a Bahia entre os nove estados que conseguiram crescer na comparação anual. Os dados são do IBGE.
Por trás desse resultado, dois movimentos ficaram claros. O primeiro é a força da indústria extrativa, que disparou 15,4% e registrou seu melhor desempenho desde março do ano passado. O segundo é a lenta, porém contínua, recuperação da indústria de transformação, que cresceu 0,5% e já soma três altas seguidas.
Entre as atividades que mais empurraram o índice geral para cima, o destaque absoluto foi a fabricação de derivados de petróleo, coque e biocombustíveis, com alta de 7,3%. Além de ser o setor mais pesado na estrutura industrial da Bahia, ele vem numa trajetória de cinco meses consecutivos de crescimento, e isso faz diferença no agregado.
Indústria de alimentos
Na sequência, a indústria de alimentos também deu sua contribuição, avançando 2,8% e garantindo a segunda maior influência positiva do mês. Máquinas e materiais elétricos (+4,0%) e a metalurgia (+0,9%) completam o grupo das atividades que conseguiram entregar resultados sólidos.
Mas nem tudo veio em alta. O freio mais forte veio da indústria química, que despencou 12,6% e puxou o resultado geral para baixo. Outro setor que segue patinando é o de couros e calçados, com queda de 12,4%, uma sequência praticamente ininterrupta de perdas ao longo de 2025.
Mesmo com esses entraves, a Bahia segue acumulando números positivos no ano: alta de 1% entre janeiro e outubro e avanço de 1,1% no acumulado de 12 meses. Nada explosivo, mas suficiente para manter o estado acima da média nacional e reforçar uma trajetória de crescimento que já dura 18 meses.
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