A indústria baiana encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta de 0,7%, ritmo menor que o registrado no mesmo período de 2024 (2,1%), segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (8/8) pelo IBGE. Embora tenha superado a média nacional, que recuou 1,3%, o estado ficou apenas na 10ª posição entre os 18 pesquisados.
Em entrevista exclusiva ao programa Webinar da Indústria, Mariana Viveiros, supervisora de divulgação do IBGE na Bahia, disse que os resultados da indústria foram positivos. “Principalmente quando a gente compara o desempenho de junho com maio, quando houve uma alta na produção de 2,1%.”, disse.
O avanço foi sustentado pela indústria de transformação (alta de 1,2%), com destaque para a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que cresceu 7,6% e, por representar um terço da produção industrial da Bahia, foi o principal motor do resultado. Já a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos teve a maior expansão proporcional (26,7%), mas impacto mais limitado pelo peso menor na estrutura do setor.A indústria extrativa, em queda de 9,1%, freou o desempenho geral.
Entre as retrações, destacam-se produtos químicos (-7,8%) e alimentos (-4,2%), que exerceram forte influência negativa. A maior baixa percentual veio da preparação de couros e fabricação de calçados (-7,9%), que tem peso menor na estrutura industrial da Bahia. “A fabricação de produtos químicos é a segunda de maior peso na estrutura da indústria baiana, ela só fica atrás de refino de petróleo. Essa queda de 7,8% é um sinal de alerta”, afirmou Mariana.

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