Depois de anos de impasse, Petrobras e Unigel chegaram a um acordo que marca o fim de todos os contratos entre as duas empresas, incluindo o arrendamento das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens) na Bahia e em Sergipe. A decisão foi homologada pelo Tribunal de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional e garante que as plantas retornem ao controle da Petrobras — sem custo para nenhuma das partes.
O que era uma disputa bilionária, com pedidos de indenização de até R$1 bilhão de cada lado, foi encerrado de forma pragmática. E o mais relevante: com sinal verde para que as fábricas retomem suas operações já em outubro, segundo previsão da própria Petrobras. O movimento deve gerar cerca de 2,4 mil empregos diretos e indiretos e recolocar a Bahia e Sergipe no radar da produção nacional de fertilizantes.
Em comunicado, a Unigel informou que o acordo representa a resolução definitiva dos litígios entre as empresas. Os termos são confidenciais, mas o impacto é claro: a Bahia sai fortalecida, com perspectiva de reindustrialização e reativação de um setor essencial para o agronegócio e a economia nacional.
“O acordo consubstancia a resolução definitiva das disputas contratuais e litígios existentes entre as empresas. As condições do acordo são confidenciais”, informou a Unigel, em fato relevante, divulgado na noite desta quinta-feira.
Previsão
Na semana passada, o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França da Silva, disse em videoconferência que a estatal esperava retomar as operações das plantas em outubro. “A partir de outubro, também estamos voltando a operar a Fafen Bahia e Fafen Sergipe”, disse França.
Desde 2023, as unidades estavam paralisadas sob alegação da Unigel de inviabilidade econômica diante do alto custo do gás natural no país. Agora, com a Petrobras de volta ao comando, o cenário muda. E muda para melhor — principalmente para o estado da Bahia.
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