A disputa por profissionais técnicos qualificados está levando empresas industriais, a exemplo da Bracell, a rever a forma como atraem e desenvolvem talentos. Em um cenário em que o Brasil precisará formar 14 milhões de trabalhadores em áreas estratégicas para a indústria até 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a escassez de profissionais qualificados faz com que as empresas deixem de atuar apenas como contratantes e passem a participar mais diretamente da formação de mão de obra.
Segundo levantamento global da ManpowerGroup, 72% dos empregadores relatam dificuldade para preencher vagas. Já o Fórum Econômico Mundial aponta que lacunas de competências são a principal barreira à transformação dos negócios para 63% das empresas, enquanto 85% dos empregadores pretendem priorizar estratégias de requalificação e capacitação da força de trabalho até 2030.
Esse movimento ganha força especialmente em polos industriais fora das capitais, onde a presença de grandes operações produtivas nem sempre é acompanhada pela mesma velocidade de formação de mão de obra especializada. Em São Paulo, a demanda por formação industrial projetada até 2027 chega a 4,3 milhões de trabalhadores, com destaque para áreas como logística e transporte, metalmecânica, operação industrial, construção, manutenção e reparação.
Um dos exemplos é a Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial. Apenas entre janeiro e abril de 2026, a cadeia de fabricação de celulose, papel e produtos de papel registrou mais de 6,5 mil admissões no país, segundo dados do Novo Caged. Em parceria com a prefeitura, a companhia investiu cerca de R$ 5 milhões para ampliar o acesso da população de Lençóis Paulista (SP), onde está uma das suas maiores fábricas, a cursos gratuitos de qualificação. A iniciativa tem como objetivo preparar talentos para novas oportunidades de trabalho, especialmente em áreas técnicas ligadas ao setor florestal e à operação de máquinas pesadas.
Em Mato Grosso do Sul, a MS Florestal, empresa do grupo RGE no Brasil, apoiou a formação de uma turma técnica de mecânicos florestais em Bataguassu, nas instituições do Sistema S, incluindo mulheres entre os participantes e contribuindo para ampliar a qualificação profissional em uma região que concentra novos investimentos industriais.
Na Bahia, a empresa vem investindo na formação de mão de obra por meio do programa Colheita de Talento, realizado em parceria com o Senai. O curso gratuito, voltado para os moradores da cidade de Alagoinhas e região, oferece formação teórica e prática para operadores de máquinas de colheita e busca incentivar que mais mulheres ingressem em uma área tradicionalmente ocupada por homens, tornando-se uma das principais portas de entrada para a companhia. A ação está diretamente conectada às metas sociais do Bracell 2030, que preveem a promoção da igualdade de oportunidades para as mulheres.
“A formação técnica tem papel essencial para aproximar as pessoas das oportunidades que surgem com o desenvolvimento industrial. Quando investimos em capacitação, ajudamos a preparar profissionais para o presente e para o futuro da indústria, ao mesmo tempo em que fortalecemos a comunidade onde estamos inseridos. A transformação tecnológica, a automação, a agenda de sustentabilidade e a busca por maior produtividade aumentam a demanda por profissionais com conhecimentos técnicos, capacidade de adaptação e habilidades práticas”, afirma Daniel Moraes, gerente-sênior de RH da Bracell em São Paulo.
Empreendedorismo também ganha atenção
A atuação da Bracell também se estende à geração de renda e ao fortalecimento do empreendedorismo local. Por meio do programa “Dona Della”, a empresa apoia mulheres empreendedoras em comunidades onde atua, oferecendo capacitação, mentorias e acesso a redes de apoio. Em 2025, a companhia superou antecipadamente a meta estabelecida para 2030 ao alcançar 73% dos projetos sociais de negócios de impacto liderados por mulheres. No mesmo período, investiu R$ 9,9 milhões em iniciativas sociais que beneficiaram mais de 159 mil pessoas em todo o Brasil.
“Na Bracell, a formação de profissionais no entorno das fábricas tem se consolidado como uma estratégia de desenvolvimento territorial. Ao aproximar empresas, poder público e instituições de ensino, esse modelo cria uma base local de talentos, amplia oportunidades de inserção produtiva e fortalece a competitividade das regiões que recebem investimentos industriais. Ao ampliar o acesso à qualificação e ao empreendedorismo, contribuímos para que mais pessoas desenvolvam competências, ampliem suas oportunidades de geração de renda e construam novas perspectivas de futuro”, afirma Milene Damasceno Lopes, coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento da Bracell.
Sobre a Bracell
A Bracell é uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, com expertise no cultivo sustentável de eucalipto. Presente no Brasil desde 2003, integra o grupo Royal Golden Eagle (RGE), com sede em Singapura. A companhia conta com mais de 11 mil colaboradores e duas unidades industriais no país – em Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP) — além de escritório administrativo em Singapura e estruturas comerciais na Ásia, Europa e Estados Unidos.
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