A PetroReconcavo encerrou o mês de maio de 2026 com produção média de 23,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), resultado 1,9% inferior ao registrado em abril. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente por eventos não programados que afetaram a eficiência operacional de campos localizados na Bahia.
Apesar da retração consolidada, o Ativo Potiguar, no Rio Grande do Norte, apresentou evolução na produção e ajudou a amenizar a queda registrada no portfólio da empresa. A unidade produziu 12,4 mil boe/dia em maio, volume 0,4% superior ao do mês anterior.
No ativo potiguar, a produção de petróleo atingiu 7,7 mil barris por dia, alta de 2,8% frente a abril. O crescimento foi impulsionado por projetos de workover realizados no campo de Livramento, que contribuíram para elevar a produtividade dos poços. Parte desse ganho, no entanto, foi limitada por falhas no fornecimento de energia elétrica por parte da concessionária local.
Já a produção de gás natural na região somou 4,7 mil boe/dia, registrando queda de 3,3%. A redução foi atribuída a falhas em poços produtores e ao processo de estabilização de unidades que passaram recentemente por intervenções operacionais.
Na Bahia, a produção média alcançou 11,5 mil boe/dia, representando uma retração de 4,3% em relação ao mês anterior. O resultado reflete uma combinação de problemas operacionais em poços e ocorrências elétricas que afetaram especialmente o Polo Remanso.
A produção de petróleo no estado ficou em 5,8 mil barris por dia, queda de 3,3%, enquanto a produção de gás natural atingiu 5,7 mil boe/dia, recuo de 5,2%.
Paradas
Segundo a companhia, o desempenho do gás foi impactado por paradas preventivas de manutenção na estação de compressão do Polo Miranga, além de falhas registradas em poços de alta produtividade na mesma unidade.
Os números de maio evidenciam a importância das ações de manutenção e das intervenções em poços para sustentar a produção dos ativos maduros operados pela PetroReconcavo. Ao mesmo tempo, mostram como eventos operacionais e questões ligadas à infraestrutura elétrica continuam influenciando o desempenho da produção onshore no país.
Mesmo diante da queda mensal, a companhia mantém um volume relevante de produção nos ativos da Bahia e do Rio Grande do Norte, consolidando sua posição como uma das principais operadoras independentes de petróleo e gás em terra no Brasil.
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