Conforme levantamento realizado pela Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional), com base na Pesquisa Industrial Mensal, a fabricação de produtos de limpeza, no Brasil, encerrou o 3º trimestre com alta de 5,2%. Segundo a entidade, a melhora na produção tem relação com a estabilização de preços na cadeia produtiva de produtos de limpeza.
Nos últimos três anos, o setor foi impactado por altas seguidas nos valores de insumos importados, além de aumentos em combustíveis e energia, o que acabou refletindo no preço ao consumidor final. Em 2023, no entanto, a inflação da categoria “Artigos de limpeza”, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), aponta que, até outubro, a inflação do setor foi quase a metade do índice geral: 1,66% (setorial) contra 3,04% (geral).
Alguns dos itens da cesta de produtos de limpeza, por sinal, chegaram a apresentar deflação no ano, caso do sabão em barra (-2,39%) e esponja de limpeza (-1,05). Além disso, diversos itens apresentaram estabilidade de preços, como a água sanitária (+0,26%) e o detergente (+0,47%).
“A estabilização e até a queda nos preços destes produtos são importantes para a saúde pública, já que são itens utilizados no dia a dia dos brasileiros para a higienização de itens como louças, roupas e ambientes em geral, tanto domésticos quanto profissionais”, analisa Paulo Enger, diretor-executivo da Abipla.
Com a recuperação da produção, que reflete a demanda do varejo, a entidade mantém a expectativa de crescimento de 2% em 2023, após registrar retração de 5,7% no ano passado.
“O impacto do aumento dos custos de produção foi forte para o setor, nos últimos anos, e isso acabou influenciando a produção do ano passado. No entanto, não identificamos redução de demanda, de procura pelo consumidor, o que significa que a higienização e sanitização de ambientes passou a estar cada vez mais incorporadas na cultura do brasileiro”, explica Engler.
Geração de empregos
O diretor-executivo da Abipla destaca que a melhora setorial é benéfica para a economia brasileira, já que, desde 2020, quando começou a pandemia, a indústria de saneantes encerrou todos os anos com saldo positivo no Caged.
“Hoje, o setor gera cerca de 92 mil empregos diretos e, mesmo com a oscilação da economia e a queda da produção setorial, registrada em 2022, o saldo de empregos tem sido positivo desde 2020, tanto por contratações das fábricas existentes como em função das novas plantas fabris, inauguradas no período”, diz.
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