Depois de quase duas décadas de inatividade, o Moinho de Ilhéus dá sinais concretos de retorno. A chegada dos primeiros equipamentos industriais ao Porto de Ilhéus marca o início efetivo da reativação do empreendimento, considerado estratégico para o sul da Bahia.
Os sistemas desembarcados – essenciais ao processo de moagem de trigo – integram o primeiro lote de insumos adquiridos para a retomada da operação. A movimentação confirma o avanço do investimento estimado em R$120 milhões e indica a transição do projeto do papel para a fase operacional. A gestão do moinho ficará a cargo do Grupo Maratá, que assume a condução do ativo nesta nova etapa.
Além da reativação industrial, o projeto deve gerar impacto direto na dinâmica portuária. A expectativa é de aumento no fluxo de navios, especialmente com a importação de trigo, reforçando o papel do Porto de Ilhéus como elo logístico regional. A previsão é de que o moinho entre em operação em julho, com geração de cerca de 80 empregos diretos e 100 indiretos.
O contrato de concessão prevê o uso de uma área de 16,7 mil metros quadrados por um período de 35 anos.
“A retomada do Moinho de Ilhéus vai além da recuperação de um equipamento industrial. Ela representa geração de emprego e renda, fortalecimento da cadeia logística e um novo impulso para as operações portuárias. Com a entrada em funcionamento, o Porto de Ilhéus deverá registrar aumento na movimentação de navios, especialmente com a chegada de embarcações transportando trigo”, destaca o presidente da Codeba, Antonio Gobbo.

Por que isso importa
O projeto reativa um ativo industrial ocioso há 17 anos, diversifica a base econômica do sul da Bahia e fortalece o Porto de Ilhéus como hub logístico, indo além da vocação histórica regional. Também sinaliza confiança do setor privado em investimentos de longo prazo na infraestrutura portuária baiana.
O que fazer com essa informação
Empresas da cadeia de alimentos, logística e transporte devem acompanhar de perto a operação. Para o poder público, o caso reforça a importância de integrar políticas industriais e portuárias. Para o mercado, é um indicativo de retomada gradual da atividade industrial fora dos grandes centros.
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