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Capa Atualidades

Suno Asset investe R$436 milhões e muda o jogo na geração solar

Aquisição de 20 ativos operacionais em oito estados marca a execução do mandato anunciado após captação recorde de R$ 620 milhões

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
03/02/2026
em Atualidades
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Suno

Guilherme Barbieri, Head de Infraestrutura; Vitor Lopes Duarte, Diretor de Investimentos; e José Eduardo Daronco, Head de Relações com Investidores

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A  Suno Asset concluiu a aquisição de 20 usinas fotovoltaicas operacionais pelo Suno Energias Limpas (SNEL11), em uma transação que envolve a alocação de R$436 milhões e adiciona 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio, distribuídos em 22 cidades de oito estados brasileiros. O movimento inaugura uma nova fase operacional do fundo e materializa o plano de crescimento apresentado ao mercado após a 4ª oferta pública, que levantou mais de R$620 milhões para acelerar a estratégia de consolidação em geração distribuída.

Em conjunto, os ativos adquiridos apresentam Taxa Interna de Retorno Real (TIR) média líquida projetada de 14,1% ao ano, além de geração anual estimada de cerca de 154,4 mil MWh. Todas as usinas estarão totalmente operacionais e conectadas no momento da conclusão das operações, assegurando maior previsibilidade de receita, estabilidade de caixa e potencial de valorização do portfólio.

As aquisições estão alinhadas o mandato apresentado ao mercado durante a 4ª oferta pública do fundo, desenhada para converter rapidamente capital em ativos operacionais, com geração imediata de caixa e retorno ajustado ao risco. A estratégia prioriza a compra de usinas prontas, já conectadas e com contratos vigentes, reduzindo riscos de construção, ramp-up operacional e vacância, além de mitigar a chamada curva J típica de projetos greenfield.

“Encerramos a captação com uma tese muito clara: transformar rapidamente o capital levantado em ativos operacionais, de qualidade e com retorno ajustado ao risco. Essa primeira grande rodada de aquisições materializa exatamente essa estratégia”, afirma Vitor Duarte, CIO da Suno Asset. “São projetos com geração imediata de receita, boa diversificação regional e preços de entrada atrativos, o que permite crescer preservando valor para o cotista.”

Na Bahia, o fundo incorpora a UFV Paramirim, com 6,72 MWp, um dos maiores ativos individuais desta rodada de aquisições. A usina atende majoritariamente clientes industriais, em um estado com elevado potencial solar e demanda energética consistente, o que reforça a eficiência operacional e a geração recorrente de caixa do SNEL11

Locais

Do ponto de vista geográfico, as aquisições ampliam e reforçam a diversificação do fundo, com ativos localizados nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco. Essa dispersão territorial contribui para reduzir riscos operacionais e regulatórios, além de ampliar a exposição do portfólio a diferentes mercados de consumo de energia no país.

O movimento ocorre em um momento de intensificação da consolidação no setor de geração distribuída, que reúne hoje milhares de pequenas e médias usinas em operação. O segmento passa por um processo acelerado de profissionalização, impulsionado pela restrição de crédito, pelo custo elevado de capital e pela busca por liquidez por parte de operadores independentes. Nesse contexto, fundos listados com escala, acesso a funding e governança robusta tendem a atuar como consolidadores naturais do mercado.

“A geração distribuída entrou em uma fase em que escala, acesso a capital e governança determinam quem consolida o mercado. Fundos bem capitalizados conseguem negociar melhor, estruturar transações mais eficientes e acelerar a profissionalização do setor”, diz Duarte.

Além do ganho operacional, a estrutura de fundo imobiliário amplia a eficiência tributária em relação a modelos tradicionais baseados em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), elevando a rentabilidade líquida ao investidor e reforçando a atratividade do veículo como plataforma de consolidação setorial.

Cotistas

Com capital pulverizado e mais de 60 mil cotistas, o SNEL11 opera sob um modelo de governança que impede a concentração de controle, preservando o alinhamento com os interesses dos investidores e a disciplina na alocação dos recursos. O regulamento estabelece critérios rigorosos de aquisição, com foco em retorno ajustado ao risco, diversificação e previsibilidade de fluxo de caixa.

“O ciclo que se inicia agora traduz, na prática, o que apresentamos ao mercado na captação. Nosso objetivo é construir um portfólio robusto, diversificado e gerador de renda recorrente, sustentado por fundamentos operacionais sólidos e disciplina financeira”, conclui Duarte.


Leia também: Sinais no radar: a semana em que a indústria baiana mudou de tom

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