A Bahia encerrou setembro com mais um mês de avanço no mercado de trabalho formal. Segundo o Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, foram criados 11.350 postos com carteira assinada, o nono saldo positivo consecutivo e o quarto melhor desempenho do ano. O resultado manteve o estado acima da média nacional (+0,51% contra +0,44%) e confirmou o bom momento de recuperação da atividade produtiva.
Embora os serviços sigam liderando a geração de vagas (+5.235), o destaque do mês ficou com os setores industrial e da construção, que juntos responderam por mais de 3,6 mil novos empregos. A indústria geral abriu 1.113 vagas, puxada pela transformação, com 1.199 novos postos. Já o segmento de eletricidade e gás manteve ritmo positivo, criando 150 empregos, enquanto a indústria extrativa e o setor de água e esgoto registraram retrações pontuais.
Na construção, o desempenho foi igualmente consistente: 2.540 novas vagas, impulsionadas por obras de infraestrutura (1.118), construção de edifícios (1.097) e serviços especializados para a construção (325). . O cenário reforça a retomada do investimento em obras públicas e privadas, além da força da cadeia da construção civil no estado.
No acumulado de janeiro a setembro, a Bahia somou 99.732 novas vagas, crescimento de 4,67% sobre o estoque inicial do ano. A indústria e a construção se consolidam como pilares da geração de emprego e da expansão econômica baiana em 2025.
Segundo o especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Luiz Fernando Lobo, “a geração de postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua surpreendendo em 2025, visto que o saldo acumulado de janeiro a setembro deste ano, com quase 100 mil novos postos, supera o resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 98.204 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.
No entanto, conforme Lobo, “a distância entre esses resultados vem diminuindo ao longo dos últimos quatro meses, sinalizando alguma perda de ritmo recente”.

Brasil
No mês, o Brasil computou um saldo de 213.002 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 72.347 postos – variações de 0,44% e 0,88% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,51%), portanto, exibiu um aumento relativo maior do que o do país, mas menor do que o da região nordestina.
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