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Capa Atualidades
Produção industrial tem queda em fevereiro

O setor de alimentos, impulsionado pela alta das carnes, foi o que exerceu maior influência no IPP de novembro (Foto: Jonathan Campos/AEN)

Em décima alta consecutiva, preços da indústria sobem 1,23%

18 das 24 atividades pesquisadas apresentaram variações positivas de preço

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
07/01/2025
em Atualidades
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Pela décima vez seguida os preços da indústria nacional registraram crescimento, com ganho de 1,23% em novembro de 2024 frente a outubro último. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), assim, acumula alta de 7,59% em 12 meses, o maior resultado desde setembro de 2022 (9,84%). Já o acumulado no ano ficou em 7,81%. Em novembro de 2023, a taxa mensal havia sido de -0,34%.

Em novembro de 2024, 18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em outubro do ano passado, 15 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação a setembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo IBGE.

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“O resultado do IPP em novembro, com a décima alta consecutiva, intensifica o índice positivo visto em outubro (0,97%). Isso, em grande parte, é consequência da dinâmica dos preços de alimentos. No acumulado no ano, por exemplo, esse setor responde por 2,93 p.p., em 7,81%, e no acumulado em 12 meses, por 2,98 p.p. em 7,59%. Nesses casos, assim como na comparação mensal, foi a atividade mais influente”, destaca Alexandre Brandão, gerente do IPP.

As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de novembro foram alimentos (0,53 p.p.), metalurgia (0,24 p.p.), indústrias extrativas (0,09 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,09 p.p.).

Metalurgia

Em termos de variação, metalurgia (3,62%), outros equipamentos de transporte (2,74%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,56%) e fumo (2,41%) foram os destaques em novembro.

O setor de alimentos (2,09%) mostrou variação positiva pelo oitavo mês seguido, ficando atrás, no período, apenas daquela registrada em setembro (3,60%). O acumulado no ano está em 11,85%, diferente do que foi observado em novembro de 2023, quando a variação acumulada atingiu -3,03%.

Já em relação à variação acumulada em 12 meses, o resultado de 12,12% em novembro de 2024 foi o maior registrado desde agosto de 2022 (12,72%). Dentre as 24 atividades analisadas pela pesquisa, a atividade de alimentos foi a de maior influência nos três indicadores citados.

“O aumento dos preços de alimentos tem muitos fatores. A desvalorização do real, chegando a quase 19% no acumulado do ano e em 12 meses, é um deles. Mas existem ainda questões climáticas, tanto internas quanto externas, como é o caso da produção de café no Vietnã, prejudicada ao longo do ano. Há também um aquecimento da demanda, em decorrência da melhora no mercado de trabalho”, explica Alexandre.

A atividade de metalurgia (3,62%) voltou a apresentar um comportamento positivo, décimo resultado positivo seguido. De outubro para novembro, a variação de preços do setor foi a mais intensa entre todas as pesquisadas. Em termos de influência, ficou na segunda posição (0,24 p.p.) nos três indicadores calculados.

“O grupo de maior influência em metalurgia foi o de metais não ferrosos. Novamente, a depreciação do real é importante, mas o aquecimento do mercado internacional, com o aumento de preços tanto do minério de ferro quanto de seus derivados, e, principalmente, o aumento dos não ferrosos, em particular do óxido de alumínio (por várias paralisações da produção em muitas partes do mundo), são igualmente importantes”, observa Alexandre.

Indústria extrativa

Em terceiro lugar no ranking de influências em novembro de 2024, o setor de indústrias extrativas (0,09 p.p.) apresentou variação positiva de preços nesse mês (1,99%), dando sequência ao resultado positivo verificado em outubro (7,84%). Na comparação em 12 meses, o resultado voltou ao campo positivo (2,09%), após dois meses com resultados negativos (-9,22% em setembro e -6,99% em outubro).

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de outubro para novembro de 2024 repercutiu da seguinte forma: 1,52% de variação em bens de capital (BK); 1,39% em bens intermediários (BI); e 0,94% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,15%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,10%. Os bens intermediários (0,76 p.p.) foram os que mais influenciaram o IPP em novembro.


Leia também: Edital da Suzano vai destinar R$1 milhão a projetos sociais na Bahia

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