Com quase 60 anos de história, a SH – líder nacional no fornecimento de fôrmas, andaimes e escoramentos – vive um ciclo de expansão acelerada impulsionado pela industrialização do canteiro de obras. Em entrevista ao programa Webinar da Indústria, os executivos Avelino Garzoni, diretor de Engenharia, e João Paulo Corvo, gerente Comercial, detalharam os planos da companhia para 2026. O foco está na modernização tecnológica e no fortalecimento da operação baiana, que hoje atua em projetos icônicos como o VLT do Subúrbio, em Salvador.
A unidade industrial da SH, localizada no Rio de Janeiro e que abastece projetos em todo o país, projeta um crescimento de 20% para este ano. Esse movimento é sustentado por um investimento de R$60 milhões em 2026, somando-se aos R$100 milhões aplicados no biênio anterior.
Para Avelino Garzoni, o setor atravessa uma mudança estrutural onde o improviso não tem mais espaço. “Estamos caminhando para mais cálculo, mais indústria e menos improviso. A industrialização da construção não é uma tendência passageira, é uma necessidade para entregar soluções que tragam produtividade e qualidade”, afirmou.

Na Bahia, a SH mantém uma base sólida em Simões Filho, com 64 colaboradores e uma carteira que chegou a 195 contratos ativos no final de 2025. A relevância do estado é estratégica: a Bahia responde por cerca de 33% do PIB da construção civil no Nordeste. Além do VLT, a empresa marca presença em obras de saneamento em Feira de Santana e Candeias, e em projetos de infraestrutura como a linha de transmissão Grande Sertão. Segundo João Paulo Corvo, a filial baiana tem superado a média de crescimento nacional da companhia, consolidando-se como um dos principais mercados da marca.
Um dos grandes desafios discutidos pelos executivos durante a entrevista é a escassez de mão de obra qualificada, um fenômeno que tem forçado o setor a buscar alternativas tecnológicas. A SH tem respondido a esse cenário com a digitalização, através da plataforma SH Digital, e a importação de equipamentos de ponta de países como Alemanha e Áustria. A ideia é transferir a complexidade do canteiro de obras para o planejamento de engenharia, permitindo que a execução na ponta seja mais simples, segura e rápida.

Otimismo
A análise macroeconômica também traz otimismo. Com a sinalização de queda nas taxas de juros e a manutenção de programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida, a expectativa é de que o crédito imobiliário continue a girar. “Ano de eleição é sempre uma interrogação, mas os projetos continuam sendo destravados. A Bahia vive um momento muito oportuno em diversos segmentos e esperamos que projetos como a Ponte Salvador-Itaparica saiam do papel, trazendo um conglomerado de obras acessórias”, destacou João Paulo Corvo.
Olhando para o futuro, a SH reforça seu compromisso com a agenda ESG e a inovação contínua. A empresa já eliminou o uso de papel em projetos, migrando 100% para o ambiente digital, e começa a explorar o uso de Inteligência Artificial para otimizar processos internos.
Para os executivos, o segredo da longevidade da companhia, que completa 57 anos no segundo semestre, reside na capacidade de evoluir junto com as necessidades técnicas e financeiras de cada cliente, transformando a locação de equipamentos em uma parceria estratégica de engenharia.
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