A Bahia está prestes a consolidar sua posição como o coração pulsante das energias limpas no Brasil. A Isa Brasil Energia acaba de obter a segunda Licença de Instalação (LI) do Projeto Serra Dourada, um empreendimento de R$3,2 bilhões que é, hoje, o maior investimento em transmissão de energia renovável em construção no estado.
Emitida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) , a nova licença autoriza o início das obras na linha de transmissão entre Buritirama e Barra II, que interligará a subestação Buritirama à subestação Barra II, passando pelos municípios de Barra, Buritirama e Mansidão. Mas não se engane pelos nomes técnicos: na prática, estamos falando de 96 km de cabos de alta potência (500 kV) que servem como a “espinha dorsal” para o escoamento da produção eólica e solar do Oeste Baiano.
Por que isso importa?
O grande gargalo das renováveis no Brasil nunca foi a falta de vento ou sol, mas sim como levar essa energia de onde ela é produzida até onde ela é consumida. O Serra Dourada, prioridade no PAC, resolve exatamente esse dilema. Ao conectar o Oeste da Bahia ao Norte de Minas Gerais, o projeto cria um corredor estratégico que alivia a rede atual e reforça a conexão entre o Nordeste e o Sudeste.
Para Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da Isa Brasil Energia, o avanço é um marco de eficiência. “Este trecho é estratégico para ampliar a capacidade elétrica da região e garantir o escoamento eficiente de energias renováveis. Estamos avançando com o projeto priorizando segurança, sustentabilidade e geração de valor para as comunidades locais e para o Brasil”, destaca o executivo.
Além do impacto energético, o “molho” social é robusto: a previsão é de que a obra movimente a economia local com a geração de 6 mil empregos, entre diretos e indiretos, atravessando 23 municípios.
Raio-X: Projeto Serra Dourada
Abaixo, os números que mostram a magnitude da obra que deve ser entregue até 2029:
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Investimento Total: R$ 3,2 bilhões (Capex Aneel).
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Extensão da Malha: 1.097 km de linhas de transmissão (500 kV).
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Infraestrutura: 5 linhas de transmissão e 3 novas subestações (Campo Formoso II, Barra II e Correntina).
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Impacto Regional: Atende 20 municípios na Bahia e 3 em Minas Gerais.
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Potencial de Conexão: Foco total em energia eólica, solar e biomassa.
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Geração de Emprego: 6.000 postos de trabalho.
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Prazo de Entrega: Março de 2029 (Energização).
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Receita Anual (RAP): R$ 322 milhões (Ciclo 2025/2026).
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