Indústria News
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • Radar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • Radar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Radar da Indústria

Uma viagem de carro para entender o atraso logístico da Bahia

O contraste da BR-101 revela quem avança e quem fica para trás no Nordeste

GERALDO BASTOS por GERALDO BASTOS
29/01/2026
em Radar da Indústria
Tempo de Leitura: 5 minutos
A A
Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Radar da Indústria

Na semana passada estive em João Pessoa, na Paraíba. Fui de avião e voltei de carro para Salvador. Confesso: esperava uma viagem longa, cansativa e desgastante. Afinal, são mais de 900 quilômetros separando as duas capitais –  e quem está acostumado às estradas da Bahia tende a viajar com o pé atrás.

O que encontrei no caminho desmontou completamente esse preconceito.

A BR-101 na Paraíba, em Pernambuco, Alagoas e Sergipe está em excelente estado de conservação.

BR-101 Alagoas
Dnit avança com os serviços de duplicação da BR-101 em Alagoas. E aqui na Bahia?

Percorri cerca de 700 quilômetros entre João Pessoa e Aracaju por uma rodovia praticamente toda duplicada, com sinalização horizontal e vertical impecável, sem vegetação encobrindo placas, com guard rails nos pontos críticos.

Um detalhe chamou atenção: não vi um único veículo quebrado no acostamento. Nenhum pneu furado. Nenhuma cena de risco.

Em Alagoas e Sergipe, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)  atua com várias frentes de obras simultâneas, avançando na duplicação dos últimos trechos da 101.

Vi máquinas e dezenas de homens trabalhando  entre Rio Largo e São Miguel dos Campos, em Alagoas, e nas regiões de Propriá, Laranjeiras e Pedra Branca, em Sergipe.

Tudo isso em uma rodovia com tráfego pesado, especialmente de caminhões carregados de cana-de-açúcar e combustíveis. Ainda assim, o asfalto está lá: sem buracos, remendos, ondulações ou desníveis. O fluxo segue contínuo, sem engarrafamentos, sem sustos.

Outro ponto relevante: não há uma única praça de pedágio nesse trecho.

Não foi preciso concessão privada para garantir qualidade. As obras são públicas.

BR-101
As obras de duplicação da BR-101, em Sergipe, seguem em ritmo constante. Na Bahia?  A passos de tartaruga

E então vem a pergunta inevitável: e a Bahia?

A sensação é de abandono histórico.

A Bahia tem a segunda maior malha de rodovias federais do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. Ainda assim, ostenta algumas das piores condições do país.

Aqui no estado, a BR-101  estende-se da divisa com Sergipe até a divisa com o Espírito Santo. São quase 1.000 quilômetros de extensão. Desse total, menos 10% estão duplicados.

O  trecho entre Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus,  é um retrato do descaso: tráfego intenso, alto risco e nenhuma duplicação à vista.

No Extremo Sul, o cenário se repete. Estive lá no ano passado, visitando projetos industriais da Suzano e da Veracel, e vi de perto o fluxo pesado de caminhões entre Eunápolis, Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Mucuri, circulando sobre um asfalto ruim, com sinalização precária.

O contraste fica ainda mais gritante  quando se cruza a divisa com o Espírito Santo.

De repente, a estrada muda. Duplicada, bem sinalizada, segura. Há pedágio, é verdade, mas o motorista enxerga o retorno. Na Bahia, nem isso.

A experiência recente da BR-324, sob a concessão da ViaBahia, foi um capítulo à parte de frustração, absurdos e abusos: mais de uma década de serviços ruins, prejuízos ao setor produtivo e uma saída que custou caro aos cofres públicos:  quase R$1 bilhão pagos à concessionária.

Desde então, o Dnit assumiu o trecho, mas o que se vê é um trabalho precário.

Tapa-buracos malfeitos, congestionamentos diários, aumento do risco e da insegurança. Muitos acidentes, pneus furados, caminhões tombados. A principal porta de entrada rodoviária de Salvador virou um gargalo permanente.

É claro que existem limitações orçamentárias, entraves burocráticos e desafios técnicos.

Mas eles não explicam por que a BR-101 e tantas outras rodovias federais funcionam bem em estados vizinhos e tão mal dentro da Bahia. Nem por que o Dnit  é ativo lá e inerte aqui.

Pagamos menos impostos? Nossas vidas valem menos? 

A precariedade da infraestrutura rodoviária baiana encarece o transporte de mercadorias, eleva custos logísticos, reduz competitividade, afasta empresas e aumenta o risco de acidentes,  um problema direto para a indústria, o comércio, o agronegócio e para quem vive e produz no estado.

A pergunta que fica é: no caso da BR-324, por exemplo, os baianos terão de esperar mais uma concessão – e mais uma década –  para voltar a trafegar com dignidade?

Está mais do que  na hora de o governo estadual, prefeitos e o setor produtivo tirarem o tema do acostamento e colocarem, de vez, no centro do debate.

O que a BR-101 me contou sobre a Bahia? 

Que rodovias falam – e às vezes gritam – sobre desenvolvimento,  competitividade e descaso.

O que você pensa sobre isso? Viaja pelas estradas baianas? Tem experiência diferente? Deixe seu comentário ou mande um email: redacao@industrianews.com.br.

R$ 400 milhões

Este é o valor que o governo federal está aplicando nas obras de duplicação da BR-101 em Sergipe e Alagoas.  A 101 corta todo o litoral brasileiro com mais de 4,3 mil quilômetros de extensão,  sendo 949 Km na Bahia.  É a segunda rodovia mais extensa do país, conectando as regiões Sul, Sudeste e Nordeste

joão pessoa
O pôr do sol na Praia do Jacaré virou um ritual que mistura natureza e cultura (Foto: Manuela Brito)

Por que João Pessoa virou destino e investimento

E por falar em João Pessoa, a capital paraibana vive um verão fora da curva.

A sensação é de que o Brasil inteiro decidiu redescobrir a cidade. Hotéis cheios, praias movimentadas e restaurantes disputados ajudam a explicar por que João Pessoa entrou, de vez, no radar do turismo nacional.

A cidade encanta pela combinação rara de atributos urbanos: avenidas largas, trânsito que flui, orla plana e preservada, ciclovias bem sinalizadas e uma perceptível sensação de segurança.

Some-se a isso uma oferta gastronômica qualificada e preços mais acessíveis do que os praticados em capitais maiores do Nordeste, como Salvador.

O resultado é uma experiência turística competitiva – e isso faz toda a diferença.

Os atrativos ajudam, claro. As piscinas naturais de Picãozinho oferecem um mergulho em águas rasas entre corais.

Pertinho da capital, na vizinha Cabedelo, tem o pôr do sol na Praia do Jacaré virou um ritual que mistura natureza e cultura, com o Bolero de Ravel ecoando ao som do saxofone enquanto o sol se despede do Rio Paraíba.

Mas João Pessoa não cresce apenas como destino turístico.

A cidade se consolida como ativo imobiliário.

O que se vê é um volume inédito de canteiros de obras espalhados por diversos bairros, no maior boom imobiliário de sua história.

A chegada de novos moradores, investidores e compradores de segunda residência reforça esse movimento.

Há, porém, um diferencial importante: a legislação urbanística que protege a orla de Tambaú e Cabo Branco, proibindo arranha-céus à beira-mar.

A regra garante ventilação natural, sol na areia e uma paisagem menos verticalizada – um ativo urbano que valoriza o território no longo prazo e evita erros cometidos por outras capitais litorâneas.

João Pessoa mostra que crescimento não precisa ser sinônimo de desordem.

Quando planejamento urbano, turismo e mercado imobiliário caminham juntos, a cidade deixa de ser apenas cenário e passa a ser estratégia.


Radar da Indústria é uma coluna semanal sobre os movimentos que moldam a indústria e a economia da Bahia. Aqui, investimentos, negócios, energia, infraestrutura e política econômica são analisados sem maquiagem. O foco está no que muda o jogo – e no que trava o desenvolvimento. Com informação, bastidor e leitura crítica, o Radar aponta riscos, oportunidades e contradições. Porque entender a indústria é entender o futuro do estado.


Leia também: Fratelli Vita: bebidas, cristais e o sabor que marcou uma geração

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Tags: AlagoasBahiaBR-101destaqueDnitEunápolisParaíbaPernambucoPorto SeguroTeixeira de Freitasturismo
Artigo Anterior

Indústria reage e critica manutenção da Selic em 15%: “Custo insustentável para a economia”

Próximo Artigo

Embraer fecha 2025 com a maior carteira de pedidos de sua história

NOTÍCIAS RELACIONADAS

terras raras

Bahia entra no radar global das terras raras

calçados

Calçados da Bahia: mais pares, menos dinheiro

Próximo Artigo
embraer

Embraer fecha 2025 com a maior carteira de pedidos de sua história

Veracel

Parada geral da Veracel injeta R$8,5 milhões na economia do Sul da Bahia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eu concordo com os Termos & Condições e a Política de Privacidade.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

bahiagás

Preço do gás natural cai novamente e acumula redução de 8,63% em um ano

VLT

Primeira viagem-teste do VLT emociona moradores do Subúrbio

adab

Concurso da Adab oferece 200 vagas

WEBINAR DA INDÚSTRIA

Aline Scarpetta

Do resíduo à energia: como biogás e biometano ganham espaço no Brasil

Amanda Simões

Do petróleo ao detergente: a virada empreendedora por trás da dáSim

COLUNAS

Uma viagem de carro para entender o atraso logístico da Bahia

Antiga-fabrica-da-Antarctica-em-salvador

Salvador também foi território da Antarctica

BYD

Anfavea pressiona contra a BYD e crédito industrial expõe sobrevivência

terras raras

Bahia entra no radar global das terras raras

+VISTAS EM 24 hORAS

  • Uma viagem de carro para entender o atraso logístico da Bahia

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Projeto bilionário promete destravar a energia limpa na Bahia

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Como o Complexo Boaventura ajudou a Transpetro a quebrar recordes

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Primeira viagem-teste do VLT emociona moradores do Subúrbio

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Preço do gás natural cai novamente e acumula redução de 8,63% em um ano

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • GM na América do Sul tem novo comando

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análises
  • A Semana
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • IndústriaCast
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.