O forte volume de juros, somado às emissões de títulos publicos, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em 2025. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, a DPF encerrou o ano passado em R$8,635 trilhões, alta de 18% em relação aos R$7,316 trilhões registrados no fim de 2024. A maior parte da alta do endividamento federal justifica-se pela incorporação de juros, que somaram R$879,9 bilhões no ano passado. O restante da alta vem do fato de que, em 2025, o Tesouro emitiu R$439,06 bilhões a mais do que resgatou. Apenas em dezembro, a DPF subiu 1,82%. Apesar da alta, a dívida encerrou 2025 dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) do ano passado, que estabelecia que o indicador deveria chegar ao fim do ano passado entre R$8,5 trilhões e R$8,8 trilhões. No entanto, o PAF foi revisado em setembro do ano passado. O documento original estabelecia que a dívida pública poderia encerrar 2025 em até R$8,5 trilhões.
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