
A bp e a Shell firmaram acordos para compartilhar participações em dois projetos de exploração em águas profundas: o bloco Tupinambá, na Bacia de Santos, offshore brasileiro, e o prospecto Conifer, formado por cinco concessões na província Paleógena, no Golfo da América.
Pelo acordo, a Shell Brasil Petróleo Ltda. ficará com 50% de participação no bloco Tupinambá. A bp manterá os outros 50% e continuará como operadora do ativo. A conclusão da transação no Brasil ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores.
O Tupinambá foi adquirido pela bp em dezembro de 2023, durante o segundo ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção. A perfuração do poço exploratório está prevista para começar em breve. A Pré-Sal Petróleo (PPSA) continuará responsável pela gestão do contrato de partilha em nome da União.
No Golfo da América, a operação envolve uma participação de 30% da Shell Offshore Inc. nas cinco concessões que compõem o prospecto Conifer. A bp permanecerá com 70% e seguirá como operadora.
A área de Conifer foi construída pela bp ao longo dos últimos anos. Quatro concessões foram adquiridas em agosto de 2023, no leilão 259, enquanto a quinta entrou no portfólio em fevereiro de 2026, após o leilão BBG-1. A perfuração do poço exploratório está prevista para 2027.
Capital compartilhado
A entrada da Shell nos dois projetos reduz a exposição individual da bp aos custos e riscos da fase exploratória, ao mesmo tempo em que mantém a empresa na condição de operadora. A estratégia está alinhada ao movimento da companhia de concentrar capital em ativos considerados mais promissores e buscar maior eficiência na alocação de recursos.
Para Gordon Birrell, vice-presidente executivo de Upstream da bp, Brasil e Golfo da América continuam sendo regiões estratégicas para a companhia. Segundo ele, a parceria entre as duas empresas reúne a experiência de dois operadores e pode ampliar as possibilidades de avanço das oportunidades exploratórias.
“Esta é uma excelente oportunidade de crescimento para a Shell no país”, comenta João Santos Rosa, presidente da Shell Brasil. “O acordo não apenas fortalece nossa posição na Bacia de Santos, como também estabelece uma nova parceria com a bp em nosso negócio de Exploração e Produção no Brasil, em linha com a nossa ambição de gerar valor no longo prazo a partir de recursos energéticos competitivos.”
A operação também reforça a presença das duas grandes petroleiras em áreas de águas profundas, onde a etapa de perfuração será determinante para definir o potencial comercial dos projetos. No caso de Tupinambá, o próximo passo está mais próximo, com o poço exploratório previsto para ser perfurado em breve. Em Conifer, a campanha está programada para 2027.
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