A expansão da atividade mineradora aumenta não apenas a produção de minerais, mas também a complexidade dos desafios ambientais associados à operação. Gestão de resíduos, uso e tratamento da água, prevenção de acidentes e identificação de passivos ambientais passaram a exigir soluções cada vez mais especializadas — e, em muitos casos, aplicadas antes que o problema apareça. É nesse espaço que empresas especializadas em gestão ambiental vêm ampliando sua atuação na mineração. A Cetrel, que atende a uma parcela relevante das mineradoras em operação no Brasil, trabalha em diferentes frentes, que vão da economia circular e tratamento de água e efluentes à resposta a emergências e consultoria ambiental.
Um dos principais desafios está na gestão dos resíduos gerados ao longo da operação. Antes de definir a destinação, é preciso avaliar as características de cada material e identificar se existe possibilidade de reaproveitamento, recuperação ou valorização.
“A economia circular pode ser aplicada à mineração a partir da mudança da lógica de simplesmente descartar resíduos para uma visão de reaproveitamento e valorização dos materiais”, explica Bruna Candida, especialista em economia circular da Cetrel.
Na prática, materiais que seriam destinados a aterros podem, quando apresentam condições técnicas e ambientais adequadas, retornar a processos produtivos como insumos ou fontes alternativas de matéria-prima e energia. As alternativas incluem reutilização, reciclagem, recuperação de materiais e coprocessamento.
A Cetrel utiliza para isso a metodologia SolCircular, voltada à identificação de oportunidades de circularidade em diferentes fluxos de resíduos. Segundo a empresa, o trabalho realizado em 2025 contribuiu para desviar 572 mil toneladas de resíduos de aterros.
Água vira ponto estratégico
Outro desafio está na água. O recurso é utilizado em etapas como beneficiamento mineral, controle de poeira e transporte de materiais, enquanto a própria atividade gera efluentes que precisam ser tratados antes de retornar ao meio ambiente ou serem reutilizados.
A equação se torna mais complexa em regiões sujeitas à escassez hídrica ou onde os custos de captação e tratamento são elevados. Nesse cenário, aumentar o reúso pode significar não apenas reduzir impactos ambientais, mas também diminuir a dependência de novas fontes de abastecimento.
“A partir de tecnologias adequadas de tratamento, é possível recuperar parte significativa da água utilizada nos processos produtivos e reinseri-la na operação, reduzindo a dependência de captações externas”, afirma Maiza Ferreira, especialista em efluentes e água da Cetrel.
As soluções podem envolver desde o tratamento dos efluentes até a operação contínua dos sistemas. A Cetrel atua tanto no modelo de Operação e Manutenção (O&M), assumindo a gestão das estruturas existentes, quanto no formato Build, Operate & Transfer (BOT), no qual participa do desenvolvimento, implantação, operação e otimização da infraestrutura, com possibilidade de transferência dos ativos ao cliente ao final do contrato.
Emergências começam antes do acidente
Na mineração, a gestão ambiental também passa pela capacidade de responder rapidamente a situações de emergência. Rompimentos de barragens, vazamentos de produtos químicos, incêndios, explosões, liberação de gases tóxicos e acidentes no transporte de produtos perigosos estão entre os cenários que podem exigir uma resposta imediata.
Mas a capacidade de reação é construída antes da ocorrência. Protocolos, treinamento, definição de responsabilidades e simulados são parte da preparação para situações em que decisões precisam ser tomadas sob pressão.
“Um plano de emergência só é tão bom quanto a capacidade das pessoas de executá-lo sob pressão. É por isso que treinamentos, simulados e equipes especializadas têm um papel tão importante na preparação para situações críticas”, afirma Afonso Kich, especialista em Resposta a Emergências da Cetrel.
A empresa mantém planos de prontidão para acionamento sob demanda e estruturas de outsourcing integradas às operações de clientes. A atuação inclui ocorrências envolvendo produtos perigosos, resíduos, óleo e outros contaminantes.
A estrutura conta ainda com bases de resposta distribuídas pelo país e um Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) com operação 24 horas por dia, sete dias por semana.
Passivos ambientais entram no radar
Há, porém, um tipo de risco que não depende de uma ocorrência repentina. São os passivos ambientais acumulados ao longo da operação, que podem gerar impactos ambientais e, posteriormente, problemas regulatórios, jurídicos e financeiros.
Na mineração, entre os pontos de atenção estão a contaminação do solo e da água subterrânea por metais pesados e a drenagem ácida de mina. O aumento da complexidade dos processos de licenciamento também exige maior capacidade de diagnóstico e monitoramento.
A identificação antecipada desses problemas pode evitar que alterações inicialmente pequenas evoluam para passivos de maior dimensão. É nessa etapa que entram estudos ambientais, investigação de áreas contaminadas, monitoramento de efluentes e emissões atmosféricas e projetos de remediação.
“Diagnósticos assertivos e monitoramentos estratégicos permitem antecipar tendências e apoiar decisões antes que pequenos desvios se transformem em grandes passivos ambientais e financeiros”, explica Ana Nigro, gerente de consultoria ambiental da Cetrel.
Sobre a Cetrel
A Cetrel iniciou suas operações em 1978, junto ao Polo Industrial de Camaçari, na Bahia.
Atualmente, atua em diversos estados brasileiros, oferecendo soluções em água e efluentes, economia circular, resposta a emergências, monitoramento ambiental e gerenciamento de fontes de contaminação e de áreas contaminadas, sempre utilizando a inovação e a tecnologia em prol da gestão ambiental.
O portfólio completo, a experiência, a qualidade técnica, o atendimento e a abrangência nacional tornam a Cetrel uma das maiores e mais completas provedoras nacionais de soluções ambientais e de emergências, nos consolidando como o parceiro ideal no atendimento às demandas de meio ambiente da agenda ESG do setor industrial.
Leia também: A China pisou no freio. Para onde vai a carne brasileira?


















