
A indústria e a construção responderam juntas por 3.816 dos 11.647 novos empregos formais criados na Bahia em agosto, segundo os dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os dois setores representaram, assim, cerca de um terço do saldo de empregos com carteira assinada aberto no Estado no mês.
A Bahia terminou agosto com 94.195 admissões e 82.548 desligamentos, resultando em saldo positivo de 11.647 postos. O desempenho colocou o Estado na quarta posição entre os maiores saldos do País, atrás de São Paulo (42.533), Rio de Janeiro (20.886) e Pernambuco (13.428).
Dentro da indústria, o resultado foi puxado principalmente pela indústria de transformação, que abriu 1.303 vagas em agosto. O segmento de veículos automotores liderou, com 729 novos postos, seguido por produtos alimentícios, com 341, e pela fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 290. O setor industrial como um todo abriu 2.109 vagas no mês.
A construção também teve desempenho relevante, com 1.707 novos empregos formais. O setor de serviços, que gerou 6.133 vagas, liderou a abertura de vagas formais entre os cinco grandes grupamentos econômicos. O comércio abriu 757 postos e a agropecuária, 941.
Bahia acumula 72,7 mil vagas no ano
O resultado de agosto elevou para 72.768 o saldo de empregos formais da Bahia no acumulado de janeiro a agosto de 2026. O Estado ocupa a quinta posição nacional nesse indicador, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
O desempenho baiano ocorre em um cenário de expansão do emprego formal em todo o país. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil abriu 165.827 vagas em agosto, resultado de 2,29 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado do ano, são 1,13 milhão de novos postos, com crescimento de 2,41% no estoque de empregos formais.
No país, a construção acumula 200.431 vagas entre janeiro e agosto, com crescimento de 6,79%, enquanto a indústria soma 170.442 novos postos, alta de 1,90%. Na Bahia, portanto, indústria e construção também aparecem entre os principais motores do mercado formal em agosto, mas com perfis diferentes: a indústria foi puxada pela transformação, enquanto a construção adicionou 1.707 postos ao saldo estadual.
O salário médio real de admissão no Brasil ficou em R$ 2.410,74 em agosto, praticamente estável em relação a julho e 1,02% acima do registrado no mesmo mês de 2025.
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