Por João Luiz Batista Matos Neves Souza*
Sempre existiram guerras
Algumas se travam no silêncio da mente
Outras no deserto do quarto
E calma…
Nem toda guerra há uma necessidade de voz
Traga voz as suas guerras cotidianas
Mesmo que o lugar onde elas ecoem
Pareçam um deserto
Alguns desertos parecem menores do que realmente são
Isso é resultado de todas as guerras que já passou em sua mente
Toda desordem
Em um certo ponto
Trouxe a ordem
E ao amadurecimento
Até onde é necessário ter paciência
Seu deserto precisa ecoar o silêncio de sua alma
E há paz em seus pensamentos?
Há silencio em sua alma?
Até onde a desordem de seu deserto te levou?
Existem certas guerras que são tão silenciosas quanto a noite num deserto
E outras desordens que trazem rebuliço a alma como um show de punk rock
Mas ainda há a necessidade de entender a desordem
Entendendo isso, haverá paz
Ou maturidade
Até mesmo seguridade
Já parou pra pensar quantas pessoas pensam em você com o coração delas?
E o coração delas é o oásis que seu deserto sempre precisou?
Pois bem
Entre guerras e desertos
Não há lugar para versos mas há lugar para o silêncio
Esse dá a alma o respiro que ela necessita
Os versos podem confundir
Palavras confrontar
Ainda assim, calma
O deserto de sua alma só necessita de um lugar pra retornar
Lugar esse que também pode ser chamado de Lar!
- João Luiz Batista Matos Neves Souza é radialista e produtor de conteúdo para o canal do YouTube “João Bahea”
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