A Jacobina Mineração Pan American Silver está ampliando os investimentos em infraestrutura urbana, modernização operacional e projetos de longo prazo em Jacobina, no centro-norte da Bahia. Somente no primeiro semestre de 2026, a companhia destinou US$22 milhões para aprimorar a planta industrial, reforçar a infraestrutura da operação e avançar no planejamento de novas soluções tecnológicas voltadas à segurança e à sustentabilidade.
O movimento ocorre em paralelo a uma agenda de investimentos no município. Na última quarta-feira, durante encontro com a prefeita Valdice Castro, representantes da empresa anunciaram novas intervenções urbanas e formalizaram aportes em áreas de lazer e mobilidade.
Entre as entregas está a segunda etapa da revitalização da Avenida Luiz Alberto, uma das principais vias de Jacobina. As duas fases do projeto somam cerca de R$12 milhões. A primeira contemplou um trecho de 10 quilômetros entre a unidade da mineradora e o bairro Jacobina III. A segunda adicionou mais dois quilômetros até o contorno da localidade.
A empresa também assinou compromisso para a requalificação da quadra esportiva e da área de lazer do bairro do Peru, com investimento estimado em R$202 mil. O projeto inclui novos equipamentos de convivência e adequações para garantir a integração do espaço com o sistema de alerta instalado na região.
Outro eixo de investimentos está concentrado na ligação entre Itapicuru e Jabuticaba. A primeira etapa prevê 7.500 metros quadrados de pavimentação, além de obras de drenagem, contenção, guarda-corpo e recuperação de ponte, com recursos de R$ 1,1 milhão. Uma segunda fase, ainda em contratação, deve ampliar a pavimentação em mais 30,8 mil metros quadrados, com aporte previsto de R$8 milhões.
Modernização industrial
Além das obras no município, a Jacobina Mineração avança em projetos para aumentar a eficiência e a vida útil da operação. Os investimentos incluem a construção de novos tanques no circuito de recuperação de ouro por carvão em polpa (CIP), modernização da subestação principal, atualização do centro de controle de motores e continuidade das sondagens de exploração mineral.
A companhia também avalia alternativas para substituir equipamentos obsoletos e, no futuro, implantar uma nova unidade de processamento.
Entre os projetos estruturantes está o Dry Stack, tecnologia que remove grande parte da água dos rejeitos antes da disposição final. A solução reduz a dependência de barragens convencionais, diminui o consumo de água e facilita a gestão do material. O projeto já avançou na fase de enquadramento ambiental e deverá seguir para licenciamento junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Outra alternativa em estudo é o pastefill, sistema que utiliza uma mistura de rejeitos, água e cimento para preencher espaços subterrâneos deixados após a extração do minério. A tecnologia contribui para a estabilidade das áreas mineradas e cria novas possibilidades para o gerenciamento dos resíduos da atividade.
As iniciativas fazem parte da estratégia da Jacobina Mineração de combinar expansão operacional, segurança e sustentabilidade, em linha com as transformações observadas na mineração global.
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