A chamada pública de projetos para o Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) recebeu, até a última segunda-feira (1º), propostas que somam R$12 bilhões. Lançada em maio deste ano, a chamada dispôs R$10 bilhões em crédito para projetos estruturantes com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável. As propostas podem ser enviadas até 15 de setembro de 2025.
Este é o balanço preliminar da Chamada Nordeste, resultado de uma ação conjunta de fomento, construída de forma colaborativa entre os bancos públicos federais – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (Caixa), Banco do Nordeste (BNB) – e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).
Esta é a maior chamada de projetos para indústria do Nordeste e a única que, pela primeira vez, reúne as diversas instituições de fomento federais com o objetivo de apoiar projetos para promover o desenvolvimento e a inovação na região.
Foram apresentadas propostas vindas dos nove estados da região e para as cinco áreas estratégicas da chamada: transição energética com foco em armazenamento, bioeconomia com foco em fármacos, hidrogênio verde, data center verde, setor automotivo e tecnologias para a agricultura familiar. Até este momento, as áreas com maior volume de recursos demandados foram as de energia renováveis, hidrogênio verde e data center.
Rodadas
Entre maio e agosto, representantes das instituições financeiras que coordenam a chamada, da Sudene e do Consórcio Nordeste, com apoio dos governos locais e das federações estaduais de indústria, realizaram rodadas de apresentações sobre a chamada para empresários em todos os estados da região. O último encontro foi realizado nesta segunda-feira, 1, em Campina Grande (PB).
“Este primeiro balanço demonstra o potencial e a força produtiva da região, que é cada vez mais estratégica para a neoindustrialização do país. Nos últimos meses, as equipes do BNDES estiveram em todos os estados do Nordeste para apresentar a chamada a representantes do setor produtivo. O interesse dos empreendedores e das instituições mostra que estamos no caminho certo, atuando sob a orientação do presidente Lula para garantir que o desenvolvimento econômico e social alcance todo o Brasil”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Para Rafael Fonteles, presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, os dados mostram que a região tem uma forte demanda por financiamento e está pronta para absorver grandes investimentos. “Este resultado desmistifica a velha narrativa de que o Nordeste carece de projetos de qualidade e reforça o que sempre defendemos: quando o poder público atua de forma coordenada e proativa, com ações diretas para impulsionar a economia regional, o resultado aparece. Nós temos potencial para transformar oportunidades em crescimento e desenvolvimento real para toda a nossa população”, afirma.
Para José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios Governo e de Sustentabilidade Empresarial do BB, “a forte adesão à Chamada Nordeste demonstra o engajamento do setor produtivo nordestino e o alinhamento estratégico com os objetivos de reindustrialização sustentável”. “Além de participar ativamente da ação, o Banco do Brasil disponibiliza um portfólio robusto de soluções financeiras e consultivas para apoiar as empresas interessadas em apresentar propostas, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento regional, a inovação tecnológica e a geração de valor para a economia brasileira”, afirma Sasseron.
Sobre a Chamada Nordeste
Empresas e cooperativas podem participar da iniciativa. As propostas podem conter ações como instalação de infraestrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de plantas-piloto, contratação de recursos humanos, desenvolvimento de projetos com universidades e centros de pesquisa, além de capital de giro e engenharia.
As instituições parceiras oferecerão diferentes modalidades de apoio, como crédito, subvenção econômica não reembolsável e participação societária. A Sudene e o Consórcio Nordeste atuarão como parceiros técnicos, aportando conhecimento estratégico sobre o território e os setores prioritários. Após o recebimento das propostas, será feita avaliação, até 28 de novembro, e a formalização do Plano de Suporte Conjunto acontece até 15 de janeiro de 2026. A partir de 16 de janeiro de 2026, os projetos selecionados entram na fase de contratação e execução.
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